Casa Container – A construção foto à foto!!!

Projetar e construir em container exige técnica e conhecimento das características dos materiais, bem como profundo conhecimento da bio-climática do local a ser implementado. Por esta razão, o profissional mais indicado a orientar o futuro proprietário de uma casa container é um bom arquiteto, recomendo o pessoal do Candelária Arquitetura.

Passado todas as etapas projectuais de desenvolvimento e especificações de materiais e revestimentos a utilizar, chega a tão esperada hora de construir. E eis o alvo deste post!! Separamos em etapas para melhor entendimento, utilizando o projeto do escritório português Studio Arte, construído na região de Algarve, Portugal.

 

Etapa 01 – Preparando o terreno para a chegada do Container

Primeiro passo é locar a área que irá receber o container no terreno. Fazer os cortes e acertos necessários, passar a infra-estrutura hidrossanitária e elétrica que ficará subterrânea, e executar as bases de concreto ou baldrame onde o container será posicionado.

Etapa 02 – Posicionamento do container

Muito importante para qualquer projeto em container ser viável é analisar logisticamente se a implantação é possível. Se as vias de acesso ao terreno possuem largura suficiente para a chegada do caminhão munk e manobras do mesmo para posicionar o container. Lembrando que existem 2 tipos de container, os de 20P e de 40P (arredondando o primeiro de 2,40×6,00m e o segundo de 2,40×12,00m)

Etapa 03 – Abertura de vãos e reforço estrutural

Todos os cortes necessários para as portas e janelas são feitos nesta etapa. Assim como os reforços, caso sejam necessários.

Etapa 04 – Infras internas de elétrica e hidrosanitárias

Com o container posicionado e já conectado à infra de elétrica e hidrossanitária externa, é o momento de fazer toda distribuição interna. Tomadas, pontos de luminárias, torneiras, registros, pontos de água e esgoto, são posicionados nesta etapa.

Etapa 05 – Fechamentos internos, janelas e portas

Normalmente o fechamento mais comum utilizado é o de Drywall. Assim sendo, os perfis são posicionados, a lã isolante aplicada e então entra as placas fazendo o fechamento de toda parte interna, cobrindo as instalações, e deixando o container já com aspecto de casa. Forros e pisos são aplicados nesta etapa também. Entram então, as esquadrias de janelas e portas, requadros, arremates e rodapés. Nas áreas molhadas, pastilhas, cerâmicas, porcelanatos, instalação de bancadas e louças.

Etapa 06 – Finalização e acabamentos finais

Com o container basicamente pronto, entram os itens finais. Instalação das luminárias, acabamentos elétricos, pintura, limpeza de obra e finalmente…. a mobília!!!! \0/

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Tecnologia: Fachadas Dinâmicas para controle solar

Uma realidade que todos concordam é que a cada ano que passa as temperaturas vão subindo, ao menos esta é a realidade na região Sudeste do Brasil. Vemos nossos termômetros subir até 45 graus, e mais nas estações mais quentes do ano. Não há ar condicionado que resolva 100%. A questão é, impedir que o calor entre, e não somente refrigerar o ar quente interno.

Pensando nisso pesquisei um ótimo elemento de fachada, que permite a proteção solar de acordo com a posição do sol a cada instante. São as Fachadas Dinâmicas HunterDouglas®. Uma alternativa atrativa para ampliar o conforto térmico e visual de ambientes corporativos e residenciais, possibilitando a criação de fachadas funcionais, modernas e arrojadas.

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Disponíveis em diversas cores e padrões, podem ser de correr, dobrasse, articuladas, possibilitando diversas combinações. Além da característica funcional, confere grande personalidade ao projeto arquitetônico.

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Arquitetura para crianças – Aprendendo com a Natureza

Diferente da maioria das escolas infanto-juvenis, a Casa da Criança, foi projetada para favorecer o aprendizado observando a natureza. Localizado em Briis-sous-Forges, França, a arquiteta Maira Caldoncelli Vidal, trouxe a natureza para o interior das salas de convívio.

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A localização da arquitetura no coração da floresta tornou-se muito atraente como o crescimento contínuo da natureza em torno dele. Ao andar a pé na área, nota-se como as linhas curvas do edifício acompanham seus passos entre as árvores. Árvores crescem através da construção, nos pátios circulares.

A cada estação do ano a paisagem se modifica, permitindo a observação e aprendizado das crianças, despertando interesse e respeito pelo meio ambiente.

Projetos como este são de grande valor para a comunidade, pois desenvolve nos pequenos o interesse de preservar seu entorno.

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Concreto aparente, estrutura metálica e madeira dão o tom a este projeto…

Localizado na cidade de Cuernavaca, no México. A casa foi concebida como um espaço para o uso diário urbano para a vida familiar. Possui três dormitórios com suíte, sala de TV, sala de estar, cozinha, despensa, área de serviço, pátio e garagem para 2 carros. Com um toque muito contemporâneo, possui fachada em vidro, pé direito duplo e revestimentos naturais.

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A localização da casa obedece a orientação norte-sul do terreno e permite boa iluminação e ventilação natural. A topografia do terreno definiu em grande parte a distribuição dos espaços. Foi necessário fazer cortes no terreno para dar espaço para a garagem e para o jardim interno. O resultado foi que a casa parece grande, pois a fachada dispõe de três níveis, dando uma aparência externa maciça.

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A orientação e posição das aberturas, obtém a maior quantidade de luz solar nas áreas comuns da casa, o que fez com que estas grandes janelas dessem o caráter da fachada principal. A entrada é de concreto aparente com uma grande porta de madeira. Quando aberta, é possível ver uma parede divisória que proporciona calor para o espaço e cria um contraste claro para o resto da casa.5 25

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  • Arquitetos: GBF Taller de Arquitectura
  • Localização: Cuernavaca, México
  • Equipe: Sergio R. Salas, Francisco Ramírez Díaz, Pedro Estrada Herrera
  • Área: 300.0 m2
  • Ano Projeto: 2014

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Brasil é o 4º país no mundo em números de certificações LEED!!!

O Brasil está na liderança sul-americana do movimento internacional de Green Building para o desenvolvimento sustentável. O protagonismo brasileiro será debatido durante a 6ª Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional & Expo, que acontecerá em agosto, em São Paulo.

Hoje, o US Green Building Council (USGBC) anunciou que o Brasil ocupa a quarta posição no segundo ranking anual do USGBC dos “Top 10” Países do LEED – sistema de classificação de green building mais utilizado e amplamente reconhecido no mundo. A lista dos “Top 10” países LEED os classifica em termos de metragem quadrada construída e números de projetos certificados LEED até a presente data. O anúncio ocorre em um momento de especial atenção internacional sobre a mitigação das mudanças climáticas que prevalecerá em destaque até a COP21 – negociações climáticas das Nações Unidas que ocorrerá no próximo mês de dezembro. O protagonismo brasileiro no cenário mundial de green buildings será debatido durante a 6ª Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional & Expo, que acontece de 11 a 13 de agosto, em São Paulo.

São Paulo: Plaza Gourmet Morumbi Corporate
São Paulo: Plaza Gourmet Morumbi Corporate

O Brasil é um dos cinco países que compõe o BRIC (também composto por China, Rússia, Índia e África do Sul) a integrar a lista dos “Top 10” países LEED em 2015. O vasto mercado nacional e em ascensão no segmento de green building demonstra que uma das potências econômicas emergentes mais importantes da comunidade internacional está, de forma ativa, buscando maneiras para garantir um crescimento econômico sustentável e responsável. O Brasil foi destaque no ano passado por ser o país que obteve a maior queda do mundo em emissões de gases de efeito estufa, com base em seus esforços bem-sucedidos de combate ao desmatamento. A emersão do Brasil como um país na vanguarda do movimento de sustentabilidade tem o potencial de provocar o crescimento no mercado do LEED para as Américas do Sul e Central, devido à referência nacional como modelo econômico e político regional para os países vizinhos.

“Pela manutenção de uma forte posição de liderança nos movimentos de green buildings e sustentabilidade ambiental baseados no uso generalizado do LEED, o Brasil está demonstrando ao mundo que é possível buscar crescimento e desenvolvimento econômico sem sacrificar o compromisso de proteger o nosso planeta”, disse Rick Fedrizzi , CEO e presidente fundador do USGBC.” Sendo uma das potências econômicas do novo século em ascensão, o movimento da sustentabilidade brasileira está ajudando a traçar um novo caminho, mais justo e responsável para o progresso econômico e social”, completa Fedrizzi.

A lista dos “Top 10” Países destaca países fora dos EUA que estão realizando progressos significativos em projeto, construção e reforma de edifícios sustentáveis, ilustrando a crescente demanda internacional por edifícios com a Certificação LEED. Espaços com a certificação LEED utilizam menos recursos hídricos e energéticos, são mais econômicos tanto para famílias, empresas e contribuintes, reduzem as emissões de carbono e criam um ambiente mais saudável para os moradores, trabalhadores e para a comunidade em geral.

CERTIFICAÇÃO LEED NO MUNDO:

Todos os dias, cerca de 172 mil m2 de espaço são certificados utilizando a ferramenta LEED, e há atualmente mais de 69.800 projetos comerciais e institucionais, o que representa 1.230 bilhões de m2 de área que participam no sistema de classificação de green building. Além de 76.500 unidades residenciais adicionais que foram certificados sob o sistema LEED for Homes. Atualmente projetos LEED podem ser encontrados em mais de 150 países e territórios em todo o mundo. Os 10 países contemplados na lista de 2015 são culturalmente e geograficamente diversificados e representam sete das 20 maiores economias do mundo pelo Produto Interno Bruto (PIB) (China, Alemanha, Brasil, Índia, Canadá, Coréia do Sul e Turquia), bem como seis dos 11 maiores emissores de gases de efeito estufa (China, Índia, Alemanha, Coreia do Sul, Canadá e Brasil). Os Estados Unidos, país de nascimento do LEED, não estão incluídos nesta lista, mas continua a ser o maior mercado do mundo no que tange a Certificação LEED. Os EUA são a maior economia do mundo pelo PIB, bem como o segundo maior emissor mundial de gases de efeito estufa.

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O suporte ao LEED é generalizado em todo o Brasil, com 29 organizações membros USGBC, incluindo grandes empresas espalhadas por todo o país como a Coca-Cola Brasil e a Odebrecht Realizações Imobiliárias. Existem mais de 271 profissionais LEED credenciados que operam no Brasil nos setores de arquitetura, construção e design. A certificação LEED Gold é o nível de certificação mais realizado no Brasil, contando com quase 43 por cento de todos os projectos de certificação LEED do país. De acordo com Felipe Faria, diretor executivo do GBC Brasil, a diversidade de tipologias de projetos presentes no país abre grandes oportunidades para os próximos anos. “O que nos deixa orgulhosos é que os projetos não se limitam apenas a edifícios comerciais, mas também plantas industriais, data centers, armazéns, shopping centers, lojas, escolas, edifícios públicos, bibliotecas, museus, centros esportivos, projetos de bairros, edifícios residenciais, edificações existentes. Isso sem falar em Associações e ONGs que estão envolvidas de forma colaborativa promovendo as práticas de green building. Esta atmosfera positiva irá acelerar exponencialmente a transformação que deve ser feita”, afirma o executivo. Para faria, o anúncio vem em um momento em que a comunidade internacional está vislumbrando as negociações da ONU em Paris como uma chance historica significativa para encontrar soluções reais, vinculadas à mudança climática. “O anúncio do USGBC é um sinal de que um ‘milagre econômico verde’ está próximo de nosso alcance”, finaliza o executivo.

GREEN TOWERS BRASILIA
GREEN TOWERS BRASILIA

Cobogós: Qual o mais adequado?

Escolher o modelo de cobogó mais adequado para cada uso especifico, acaba de ficar mais fácil para arquitetos. Dentre as várias opções existentes no mercado, formatos e materiais, fazer uma escolha baseada em pesquisa e resultados é sempre a melhor opção.

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Aderson Passos, arquiteto e pesquisador do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Projeto Digital (LED), um dos responsáveis pelo trabalho Design de Precisão, compartilhou o resultado de um estudo criado no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará que seleciona, a partir de distorções paramétricas de tipologias conhecidas e recorrentes de cobogós locais, um tipo específico de cobogó/distorção para cada uma das orientações de fachada (L, O, N e S), mediante inputs climáticos de sol e ventos.

Desta forma, a peça criada é uma espécie de infograma, que situa, nas fachadas do cubo, qual o cobogó selecionado (em acrílico vermelho) para cada situação L, O, N ou S.

Portanto, foi desenvolvido um método de otimização que, adaptativo ao local de onde se retira as informações de sol, ventos e condições ideais de conforto, nos informa que tipologia conhecida de cobogó e qual distorção paramétrica da mesma é a melhor resposta para cada fachada.

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A história do cobogó tem início no século passado. Criado para as necessidades das regiões equatoriais, tinha o propósito de reduzir a incidência da luz do sol permitindo o fluxo de ar no interior dos edifícios, das casas, das construções. Naquele tempo, uma única forma do cobogó poderia atender à demanda da arquitetura, independentemente da orientação da fachada. Atualmente, considerando a modelagem da informação e ferramentas paramétricas, propôs-se o (re)Design do cobogó considerando uma maior precisão. Para o estudo foi utilizada a latitude -3,8° e longitude -38,5° bem como a orientação norte, sul, leste e oeste das fachadas.

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Simulações de exposição solar anual foram rodadas para cada variação das 4 tipologias de cobogó selecionadas, cada uma de acordo com um Índice de Forma (I.F.) que varia de 0,0 a 1,0. O I.F. determina tanto o raio do círculo desenhado nos painéis 1b e 2b como o quão distante do centro se encontram os 4 pontos nos painéis 3b e 4b. Os resultados mostram que a melhor tipologia para a proteção solar na fachada oeste (priorizada aqui devido às mais altas temperaturas no período da tarde) é o Cobogó 3, I.F.=0,7. A segunda melhor é o Cobogó 1, I.F.=0,5, para a fachada leste. Quaisquer das variações são capazes de completamente bloquear a incidência direta do sol nas fachadas norte e sul e, portanto, os ventos predominantes foram usados para determinar quais das tipologias restantes melhor se adequam a essas orientações. O Cobogó 4, I.F.=1,0, oferece menos resistência ao vento, e, assim, foi escolhido para a fachada sul. O cobogó 2, I.F.=0,0, foi o selecionado para a fachada norte, para assegurar a devida circulação.”

*Flávio Motta foi professor de História da Arte e Estética na FAU-USP.
Texto por Aderson Passos e Daniel Cardoso.

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Arquitetura que abriga: Centro de Bem-Estar para Crianças e Adolescentes

A riqueza de ser arquiteto é projetar espaços para o outro. Vislumbrar o uso, ocupação, como os usuários irão interagir naquele espaço. É o que nos alimenta.

Maison d’accueil de l’enfance Eleanor Roosevelt é um centro residencial de emergência gerido pelo departamento local do bem-estar infantil (Aide Sociale à l’Enfance – ASE). Proporciona um abrigo de emergência a menores de idade sob tutela legal. O projeto é do escritório Marjan Hessamfar & Joe Véron, em Porte dês Lilas, 75019 Paris, França.

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O objetivo principal do centro é proporcionar às crianças e adolescentes apoio prático, educacional e psicológico. Um centro residencial de emergência funciona como um abrigo para crianças e um lar de cuidado, onde os jovens sentem-se bem-vindos, protegidos e atendidos. É também um lugar de transição, onde incentiva-se a criação de vínculos familiares com calma e supervisão. Com tudo isso em mente, os arquitetos projetaram o abrigo em forma que cada piso seja ocupado por um grupo de certa idade, onde as necessidades de todas as crianças, desde os momentos de tranquilidade, até os momentos de atividade em grupo sejam respeitados.

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Os arquitetos desenharam uma estrutura em forma de “L” com níveis escalonados no centro, que permitem grandes terraços recreativos em cada piso. Este sistema de camadas facilita a entrada de luz natural e permite amplas vistas no coração do edifício. Contudo, para otimizar ao máximo a entrada de luz natural, os arquitetos posicionaram os edifícios em torno de jardins delimitados por suas fachadas principais ao lado sul e oeste.

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O muro da fachada é de madeira emoldurada em metal enquanto que os pilares, vigas e solo são de concreto. A estrutura de concreto de vigas e pilares em toda a construção permitem um certo grau de flexibilidade. Foi necessário assegurar que todos os departamentos possam funcionar de forma independente nos diferentes pisos. Os elementos exteriores pré-fabricados de concreto foram feitos com cimento branco sem eletrodos, portanto, o concreto  é auto-limpante e não vai ter sua cor alterada com o tempo, mantendo assim seu aspecto original.

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Persianas de cor de ouro são utilizadas para proteger os espaços do sol e garantir a privacidade dos usuários. Cimento branco, persianas de cor de ouro e ferro preto são utilizados em todas as fachadas, reforçando o sentimento homogêneo ao longo de todo o centro.

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Construção híbrida, alternativa para conforto térmico.

Projetar uma casa térmica, transparente e leve, para favorecer amplas vistas ao próprio terreno, assim como conexões físicas graduais graduais com as árvores e o novo jardim criado como parte do conceito de habitar nesta casa. Essa era uma das premissas do projeto desenvolvido pelo escritório Reyes Ríos + Larraín Arquitectos, em Yucatan, México.

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A casa unifamiliar de 500 m² em apenas um pavimento, está inserida em um lote de 2.000 m² com árvores endêmicas de grande tamanho, com mais de cinquenta anos de idade, localizados principalmente em seu perímetro com um grande valor agregado ao terreno.

Para atingir o objetivo de criar uma construção termicamente equilibrada em um clima quente, foi desenvolvido em conjunto com os engenheiros estruturais e a empresa provedora de material térmico selecionado, um sistema construtivo híbrido que mescla estrutura metálica e concreto celular. A justaposição das propriedades de ambos materiais permitiu criar uma estrutura de alto desempenho cujos elementos alcançam praticamente sua mínima secção possível.

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O módulo do projeto parte do máximo aproveitamento de ambos os materiais em suas medidas comerciais, que determinou essencialmente a escala e proporções da arquitetura: alturas de pé direito de 3 metros e dimensões de espaços múltiplos de 1,2 metros. O programa da casa inclui três quartos com seus respectivos banheiros; cozinha-sala de estar-sala de jantar-varanda em apenas um volume transparente, um estúdio com banheiro anexo que serve para visitas e uso da piscina; área de serviços e garagem para três automóveis.

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A arquitetura é definida pela congruência entre a lógica racional de uso dos materiais e a tectônica plástica que o sistema construtivo foi nos revelando como oportunidades de desenho. A partir disto, foram elaborados espaços em relação a diferentes camadas de proteção: afastados do solo em pilares isolados e pisos ventilados, balanços que são circulações e transições de luz e temperatura, painéis pivotantes e de correr de metal e bambu proveniente da região.

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Container: Biblioteca na África do Sul…

Technicolor SEED Library, um local que reúne aprendizagem e divertimento na capital da África do Sul (Johannesburg). Um grupo de arquitetos da Architects of Justice, foi contratado para projetar uma biblioteca. Infelizmente, o projeto ficou sem dinheiro, com isto toda a equipe precisou voltar à prancheta para encontrar uma nova solução de menor custo, e que mantivesse o interesse das crianças oferecendo alta qualidade no espaço para aprendizagem. Agora a biblioteca SEED já atua como um protótipo a ser reproduzido em outros locais com situações financeiras restritas.

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A construção foi feita a partir de containers posicionados perpendicularmente um ao outro, adicionando ainda mais espaço para o interior. O container superior, pintado de verde e cinza, é uma sala de leitura e de estudo, além de contar com espaços de leitura ao ar livre. Um deck no térreo é utilizado como palco de reuniões escolares e performances. Crianças podem relaxar lendo livros sobre a enorme janela – pintada em amarelo e grande o suficiente para deixar entrar luz natural, diminuindo o consumo de energia elétrica.

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No total foram usados apenas dois containers de 40 pés, mas a criatividade dos arquitetos permitiu a criação de um espaço muito maior do que a simples soma da metragem desses objetos.

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Design criativo … Laboratório de Inovação Kashiwa-no-ha

Entender os espaços corporativos, como fator de estímulo à criatividade é um dos fatores principais na concepção de um projeto. E baseado neste conceito, o Laboratório de Inovação Kashiwa-no-ha foi concebido pelo escritório de arquitetura Naruse Inokuma Architects, em Chiba, Japão.

O projeto é um centro de inovação destinado a apoiar a criação de empresas, promovendo o desenvolvimento e estimulando atividades econômicas no Japão. É um espaço que serve como uma plataforma, onde as empresas e os indivíduos trabalham juntos para, além de um quadro tradicional, mesclarem suas ideias, competências e conhecimentos a fim de criar produtos e serviços inovadores. Atividade que é facilitada pelo apoio dos investidores.

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O projeto inclui vários espaços destinados a atividades que facilitam a comunicação entre as diferentes áreas, como área de refeição, fabricação, reunião e relaxamento. Os usuários podem escolher livremente o seu local dentre os vários do complexo e trabalhar dividindo os espaços e instalações, o que permite o contato com diferentes pessoas. O centro torna-se, assim, uma miniatura da cidade urbana, onde diversas atividades e eventos ocorrem simultaneamente.

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Foram criadas áreas que possuem diferentes aplicações e se cruzam na zona pública central com várias alturas, cores, luzes e acabamentos projetados para combinar as funções de cada área. O layout funciona organicamente por completo e permite que o espaço atenda a todos os tipos de usuários e suas formas de trabalhar. Diferentemente dos escritórios que surgiram ao longo do século XX, que foram criados com bases uniformes a fim de atender exclusivamente aos seus gestores, este espaço representa a flexibilidade para cada trabalhador.

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